Pílulas (Frase da Semana)

s vezes nossas escolhas erradas podem nos levar ao caminho certo."

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Quem Eu Sou




Todo mundo sente-se meio perdido em algum momento da vida. Não é à toa que questões como “quem eu sou, para onde vou” assolam a vida dos grandes pensadores há vários séculos. Se os grandes pensadores ainda não conseguiram chegar a alguma conclusão, também eu não me atrevo a tentar fazê-lo. Mas acho que entendo um pouco de onde vem essa inquietação, tão inerente ao ser humano.

A verdade é que passamos pela vida em um eterno processo de mutação. Nunca conseguiremos nos conhecer de fato, pois estamos sempre nos adaptando, fazendo concessões, refazendo projetos, improvisando. Nossos gostos, nossos sonhos, tudo vai modificando conforme as circunstâncias, sem sequer notarmos. Não conseguimos perceber o quanto mudamos. No máximo sentimo-nos perdidos em meio à tanta correria, mas como não vemos o tempo passar, ele segue, sutil e sorrateiro, levando consigo pequenos pedaços de nós pelo caminho. Em meio a tantas voltas - e perdas - esquecemos quem de fato somos.


Mas não precisa terminar assim. Tudo que a vida nos toma, ela traz de volta, de alguma forma. Em algum momento, de repente algo passa por nós, ligeiro, numa fração de segundo. Uma música antiga, uma foto, um cheiro... E nos arrebata de uma forma tão intensa, que nos perdemos do tempo. Presente e passado se chocam, lembranças vêm à tona. Lembramos dos sonhos perdidos, dos projetos deixados de lado, dos ideais esquecidos, dos anseios do passado. Lembramos de como éramos e o que era mais importante em outros tempos, outras circunstâncias, outras vidas... Essa é a máquina do tempo mais poderosa que existe! 

Algumas vezes precisamos reconhecer que nos perdemos de nós mesmos. Essa é uma pequena chance que a vida nos oferece de tempos em tempos, para olhar o passado, nos lembrar quem realmente somos, escolher quem queremos ser e traçar um novo caminho. Para nos reconstruir, resgatar, recriar o presente e refazer o futuro.

Posso até não saber ao certo quem eu sou. Mas não quero nunca me perder de quem eu desejo ser.





Se não estivéssemos tão empenhados 
 Em manter nossa vida em movimento,
E pelo menos uma vez pudéssemos não fazer nada.
Talvez um enorme silêncio 
Pudesse interromper a tristeza 
De nunca entender a nós mesmos 
E de nos ameaçarmos com a morte. (Pablo Neruda)



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